17 abril 2014



Manter a porta aberta é uma expressão muito usada no setor empresarial que indica principalmente, não se fechar para novas oportunidades ou, para que oportunidades antigas voltem a ser novas. 

Pensando comigo, cheguei a uma conclusão...

Ás vezes por estas 'portas abertas' entram oportunidades mas até que elas cheguem a sua porta, já entrou muito vento, muita poeira, ratos, baratas e qualquer coisa que se sinta convidado a tal, já que a porta ficou arreganhada e disponível para isso.

Resultado a que chego: Se a oportunidade não entrou em um tempo suficientemente oportuno, feche a porta e construa um poço talvez.
Busque o que você necessita. Construa sua oportunidade, mas para isso será preciso silêncio e solidão. Podemos até deixar a janela aberta, mas não abra a cortina totalmente. Feche a porta sim, você precisa escolher o que entrará.

Se a tal oportunidade vier, ela aprende a tocar campainha e você decidirá se ela é boa ou não para seus planos.

Em tempos como estes, estar aberto a tudo é estar fadado ao nada.



Simone Caetano

Postado quinta-feira, abril 17, 2014 por Si Caetano

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28 fevereiro 2014





         Não tenho mais aquela velha e rasa mentalidade de quem acredita na existência de pessoas boas, e pessoas más. Basta uma auto reflexão para eu entender que, como humana sou má e boa. Depende do momento, da minha motivação, daquilo que me estimula, daquilo que me é vital, daquilo que me toca e me domina, daquilo que eu alimento a alma. Mesmo sabendo disso, tento não fazer de um momento ruim, uma maldade que vire um eco e uma desgraça real para além dos meus pensamentos viciosos. Consigo não atingir outros, nem punir outras pessoas por isso, as vezes só eu mesma tomo do meu veneno. Saber do que a gente é capaz quando contrariados, já é castigo suficiente quando temos consciência. 
            A nossa ação é estimulada por pensamentos.  É dentro da nossa cabeça que começamos a criar o nossos fantasmas, reis, rainhas, nosso mundo encantado ou desgraçado. Este mundo interno está constantemente sofrendo influências no roteiro, aquilo que nos rodeia fora pensamento, gera um outro pensamento que cedo ou tarde, muda este script. A maioria das vezes, muda para pior, para o pessimismo, para a vingança, para a maldade, para uma ação repentina, para aquilo que não gera vida e muito menos esperança. E não raras as vezes, aquele momento não reflete o contexto geral da nossa história. 
           Um exemplo claro disso, é quando eu estou tranquila no ponto esperando ônibus e vejo outro cidadão xingando, batendo boca com o motorista, sinto que ele está aclamando para eu fazer o mesmo, mesmo que eu não esteja escrevendo aquela historia para mim, naquela hora sinto indignação com o sistema público brasileiro, meus impostos, meu dinheiro e aí, quando vejo já alterei meu script do dia, e quando menos espero, outros que ali estavam fazem figuração, e aquele motorista que é tão vitima do sistema político brasileiro como eu, se irrita com as ofensas e reclamações generalizadas, cansado passa a correr e a desrespeitar os passageiros, até que ele fecha a porta no meio de alguém que estava indo alegremente pra casa  descansar e que não estava se quer a fim de reclamar, porque saiu mais cedo de casa e se preparou para eventuais atrasos. Pronto, o ciclo se encerra com todos nós,  atracados na praia da desgraça. O cenário perfeito para o crime. O descaso público, uma vítima, pessoas indignadas e um culpado (tão vítima quanto).
              Quero dizer aqui que, no que me diz a respeito não quero alimentar este ciclo de desgraça. E acho que, inconscientemente o fazemos, e de diversas formas. A indignação se não direcionada para seus alvos corretos, mata inclusive aquele que a apontou, porque ela se alastra como praga, e gera uma ira incontrolável, a indignação é a prima mais nova da desgraça e a namorada ciumenta da bondade. A indignação é uma mola que, ao ser esticada e solta vai sair batendo em todos os cantos até se estabilizar. 
           Mesmo que o motivo desta indignação seja real e legitimo, eu me preocupo muito para onde estamos caminhando com nossos scripts.  Discursos violentos sendo aclamados, posicionamentos rasos a respeito de tudo sendo levados ao pé da letra como agregadores de valor humano. Não vejo um sorriso gratuito, uma palavra real ( clichê de Facebook não conta) de incentivo ao bem comum.  As pessoas estão se alimentando de crueldade e rindo como se isso fosse seu roteiro principal desde que nasceram.
                 Hoje, as 14:40 pm, eu estava procurando videos para me distrair quando então vi a chamada de um jornal de tv dizendo : preso o homem que empurrou moça no metro da Sé. Fui ver o vídeo por curiosidade, e para tentar entender o que era aquela situação. A repórter perguntou ao homem o porque ele fez aquilo? Se ele conhecia aquela moça de 28 anos, ele respondeu que não a conhecia, mas que o mundo era assim mesmo, injusto, caótico, mau, e que ele não sabe exatamente o motivo da sua indignação, mas que a empurrou e não queria fazer isso, mas fez. Este homem é um cidadão aparentemente lúcido embora muito agitado, segundo o delegado ele escondeu as roupas usadas no crime, o que não demonstra uma atitude de alguém com doenças mentais ( ex: esquizofrenia), mas que a família se quiser pode levar laudos de médicos para então ser cogitada esta hipótese. 
               O fato aconteceu dia 26/02/2014, era aniversário dela, estava completando 28 anos. A moça por ironia da vida não morreu, mas teve um dos braços amputados. E como será que ela vai reagir a isso tudo? Indignação é o que ela deve estar sentindo agora, o que ela tinha a ver com o sentimento e o script escrito por este homem? Nada. Só foi a vítima do que ela nem sabe. Ela, no hospital perguntou ao namorado: e agora? como vou fazer sem um braço? Ele a respondeu, você continuará sendo a mulher mais importante e linda para mim.
             Eu senti tristeza, chorei e vim escrever estas linhas. Talvez essa seja a minha forma de não contribuir para a desgraça generalizada que assola nossas histórias. O amor tem que vencer.



Si Caetano
       

Postado sexta-feira, fevereiro 28, 2014 por Si Caetano

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25 fevereiro 2014



Hoje vou ensinar passo a passo, como otimizar o  Android salvando os aplicativos instalados, diretamente no cartão SD. Mas, antes de começar o tutorial quero dar alguns avisos:

1 - Eu fiz o procedimento no meu celular Samsung SDuos, com Android 2.3.6. Não garanto que irá funcionar em outros modelos. Mas, não vejo este procedimento como arriscado, o máximo que pode acontecer é não funcionar, considero o procedimento simples pois não requer grandes conhecimentos de sistema.
2 - Tenha paciência, o tutorial é grande e cansativo. O procedimento completo deve demorar dependendo do seu desempenho, 40 minutos ou mais, mas não preciso dizer o quanto vale a pena.
3 - Não me responsabilizo pelo seu aparelho, caso faça o procedimento você assume a responsabilidade. Vamos mexer no sistema operacional e alterar normas padrões, isso fará com que perca a garantia de fábrica do seu aparelho. 
4 - Não sou técnica, apenas uma curiosa e destemida usuária, apaixonada por tecnologia. Então não me cobre. Estou apenas compartilhando conhecimento. O que você fará com ele, é problema seu.
5 - Todos os programas que vinculei aqui para serem baixados, são meus e estão salvos em minha pasta pública no 4shared. Para baixá-los provável que seja necessário  criar um login, caso não tenha.

Recados dados, vamos começar !



O sistema operacional do Android transfere automaticamente todos os aplicativos instalados, para a memória interna do sistema, por isso quando você coloca um cartão SD de 16 Gigas por exemplo, não vê nenhuma melhora significativa. Apenas suas músicas e fotos vão para o SD. Alguns aplicativos que prometem alterar essa configuração de fábrica, não podem funcionar sem autorização do sistema, e essa "autorização" pode ser dada através de um aplicativo instalado diretamente no sistema operacional do Android, chamado Super Usuário. Ele é um tipo de gestor do Android que dará a estes aplicativos autorização especial para alterar certas (muitas) configurações de fábrica do sistema. Alguns chamam este procedimento de root, que é nada mais que liberar o sistema para instalação de aplicativos alternativos. 
Atenção: Reafirmando, fazendo este procedimento, você perde a garantia de fábrica do seu aparelho. Mas, não é um procedimento irreversível, pode ser feito o que chamam de unroot, um procedimento inverso, que fará a  restauração das configurações de fábrica do aparelho e desinstalação do Super Usuário. Nada está perdido. 

1 - Root e Super Usuário.

Primeiro, faça um backup de todos os dados do seu cartão SD e dados do celular.  Depois baixe o arquivo abaixo no cartão de memória do seu aparelho (sugestão: salve no pc e copie para seu cartão de memória através do cabo USB). Não precisa ser em uma pasta específica. 


Após este procedimento, desligue o celular. Depois de desligar, mantenha pressionadas ao mesmo tempo, as teclas  (Ligar +Volume para cima + Home ) conforme a foto 1. Espere alguns segundos e o celular irá ligar, você verá aparecer a tela da foto 2.



FOTO1



FOTO2



A tela acima é o menu Recorvery. Em Recovery você não consegue usar o touchscreen. Você irá utilizar os botões volume para cima, volume para baixo para subir e descer e com o botão Home irá selecionar.
Vá até  "apply update from sdcar" e selecione está opção. 
Escolha o arquivo uptade.zip , salvo no SD e selecione novamente. 
Seu celular irá instalar o pacote no sistema operacional, aguarde uns segundos. Assim que finalizar o procedimento, vá até a opção "reboot system now", selecione e pronto. Seu celular irá reiniciar.

Após este processo, o Super Usuário deverá aparecer entre seus aplicativos, conforme a foto abaixo:



2 - LinkS2D / Mini-Tools / formatando o Cartão SD

Agora que seu celular está com o Super Usuário habilitado, baixe o aplicativo LinkS2 para seu celular. Para quem usa o google play, segue o link para facilitar:


Após baixar o aplicativo, antes de habilitá-lo, teremos que fazer um procedimento no cartão SD. Lembrando que, neste momento você já deverá ter feito backup, se não fez faça agora. Vamos formatá-lo.
O LinkS2D só irá funcionar se seu cartão SD estiver separado em duas repartições. Uma delas será para salvar os arquivos, músicas e fotos, e a outra para salvar os aplicativos. Faremos este procedimento através do programa Mini-tools. Baixe-o e instale no seu PC. Segue o link do programa.


Programa instalado, vamos preparar o celular para ter acesso ao cartão SD. Em seu celular, acesse as  "configurações", depois  "aplicações" e em "desenvolvimento" selecione a opção de "Depuração USB". Feito isso, conecte seu celular ao pc, através do cabo USB.

1 - Abra o programa MiniTool , (vai aparecer uma mensagem para atualizar, não atualize o sistema) você verá uma imagem parecida com a imagem abaixo, destaquei os pontos que deverão ter sua atenção. No Disk2 você estará vendo seu cartão SD.  



Agora vá até Move/Resize , abrirá uma janela como a imagem abaixo, você verá uma espécie de régua, mova com o mouse e selecione o tamanho que você deixará no seu cartão SD para salvar os aplicativos. 
No caso da imagem, meu cartão de memória tem apenas 1G. Eu separei 500 MB para os aplicativos, esta escolha é sua. Depois de escolher clique em OK. 




Feito isso, você verá a seguinte imagem:



Na partição criada e sem descrição, clique com o botão direito do mouse e na janela que abrir clique em create:



Pode aparecer uma mensagem do Windows, informando que o sistema não reconhece esta repartição, clique em OK e siga em frente. Na janela que abrir, em "Create as" selecione Primary, em "File System" selecione FAT32. Não mecha em mais nenhuma opção, clique em OK.  



Após fazer este procedimento, clique em APPLY aparecerá uma caixa pedindo confirmação, clique em YES e  aguarde as configurações serem aplicadas ao cartão SD. Ao final verá uma mensagem de sucesso do sistema.


 Após confirmar que o processo foi finalizado no Minitool, retire seu celular do cabo USB e abra o LINKS2 que você já deve ter baixado. Ao abrir o programa vai aparecer uma tela, solicitando autorização do Super Usuário, clique em permitir, logo em seguida, aparecerá uma outra tela para selecionar o sistema de partição do SD card, escolha FAT32/FAT16.



Reinicie o celular. 
Após reiniciá-lo, abra novamente o LINKS2D, vá em configurações. Lá, você terá algumas opções para selecionar. Conforme abaixo :





As opções que você terá, estão auto explicativas na imagem acima. Minhas recomendações são:

- Em local de instalação de novos aplicativos, escolha cartão SD.
- Selecione Relinkar bibliotecas no cartão SD, pois alguns aplicativos nativos do sistema, não poderão ser movidos para o cartão SD ( Youtube por exemplo) mas sua biblioteca de dados sim, o que já ajudará bastante na liberação de memória. 
- linkar automaticamente aplicativos novos no cartão SD. 

Para mover os aplicativos já instalados no sistema, vide os passos abaixo.





Pronto. 
Agora é só explorar o aplicativo. 
Caso tenha gostado da postagem deixe seu recado abaixo. Em caso de dúvidas, ajuda ou algum erro do tutorial, deixe seu comentário para que eu respondê-los.

Sugestões de  novos tutoriais são bem vindas !

Até mais. 


Postado terça-feira, fevereiro 25, 2014 por Si Caetano

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24 fevereiro 2014




More Than Words, embalou muitos casais ao longo do tempo. Gosto desta letra em particular, porque ela fala do amor, do amor em palavras e do amor no silêncio. Da dor de quem diz amar e sofre por não saber se é amado. Um bela canção. Abaixo a letra e a tradução.


Saying I love you
Is not the words I want to hear from you
It's not that I want you
Not to say, but if you only knew
How easy it would be to show me how you feel
More than words is all you have to do to make it real
Then you wouldn't have to say that you love me
Cause I'd already know

What would you do if my heart was torn in two?
More than words to show you feel
That your love for me is real
What would you say if I took those words away?
Then you couldn't make things new
Just by saying I love you


Dizer eu te amo
Não são as palavras que eu quero ouvir de você
Não é que eu não queira
Que você diga, mas se ao menos você soubesse
Como poderia ser fácil me mostrar o que você sente
Mais do que palavras é tudo que você tem que fazer para tornar real
Então, você não precisaria dizer que me ama
Pois eu já saberia

O que você faria se meu coração fosse partido em dois?
Mais do que palavras para mostrar o que você sente
Que seu amor por mim é real
O que você diria se eu jogasse essas palavras fora?
Depois você não poderia tornar as coisas novas
Só dizendo eu te amo






Postado segunda-feira, fevereiro 24, 2014 por Si Caetano

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21 fevereiro 2014



Nada melhor que a música para lavar nossa alma. Eu guardo esta música no meu coração, pois representa bem o sentimento que tenho por minha Gerais.  Acompanhem a letra :

Eu nasci no celeiro da arte
No berço mineiro
Sou do campo, da serra
Onde impera o minério de ferro
Eu carrego comigo no sangue um dom verdadeiro
De cantar melodias de Minas
No Brasil inteiro

Sou das Minas de ouro
Das montanhas gerais
Eu sou filha dos montes
E das estradas reais
Meu caminho primeiro,
vi brotar desta fonte
sou do seio de minas,
Nesse estado diamante.




Postado sexta-feira, fevereiro 21, 2014 por Si Caetano

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19 fevereiro 2014





             Detesto corretor ortográfico, porque ele sabe corrigir mas não garante o sentido das minhas palavras. Me aponta palavras equivalentes, mas que não traduzem o sentimento da minha frase. Chega a ser constrangedor algumas vezes, quem nunca passou vergonha por causa de alguma palavra corrigida e substituída automaticamente pelo corretor?  Você iria escrever padaria e ele substitui por peitinhos. Silêncio. É hora de disfarçar e dizer : maldito corretor ! Mas não bastasse termos que lidar com a parte chata de querer escrever certo no celular, surge uma nova modalidade de pessoas. Os corretores ortográficos, ambulantes. Não existe nada mais chato, que uma dessas pessoas na roda de conversa. Os corretores ortográficos modo ambulantes, querem doutrinar as pessoas. Como se fosse um pecado mortal errar. Não é. Repito, não é.  E quando se trata de erros grotescos, não é ficar escrevendo texto criticando que vai resolver o problema. Tira seu certificado de professor de português vai para sala de aula, e resolva o problema do Brasil, porque o buraco é muito mais embaixo. 

                Um bom texto é muito mais que um conjunto de belas palavras escritas corretamente.

            O que a maior parte destes não sabem é que dentro das universidades existem pesquisa sobre este tema, onde se discute muito a respeito de não existir certo ou errado quanto a fala por exemplo, e quanto ao texto, dependendo aonde ele foi vinculado, é até compreensível o uso de certas linguagens, fora a norma culta.

            Percebo muito nas redes sociais uma forma peculiar de escrita, além de ser um "lugar" diferente do escritório onde trabalho, a de se considerar os deslizes na escrita  como resultados também de fatores como: celular, teclinhas pequenas, touchscreen, ônibus balançando e outras aleatoriedades que a mobilidade nos infligem.

             Será que é tão difícil ser menos cruel com questões tão "estéticas"?  O propósito da escrita é comunicação. Em ambientes que requerem formalidades, como o ambiente escolar, empresarial, entre outros, o rigor é compreensível e imprescindível, mas quando vejo os "excessos" da classe de bem, politizada, que gosta mais de leitura que das pessoas a sua volta me pergunto, quem consegue conviver com gente assim por perto?

                Sou a favor de "corrigir" pessoas quanto à ortografia em um caso específico: quando o sentido do que se escreveu/falou ficou comprometido, fora isso, acho de extremo mau gosto expor a pessoa. Tenho a impressão que algumas destas pessoas que corrigem outras em público, fazem apenas pelo prazer de mostrar superioridade. A norma culta existe para padronizar o texto público, facilitando a comunicação, mas quando se trata da fala, não existe uma norma. Temos aqui no Brasil por exemplo, várias derivações da mesma língua, o que chamamos de regionalismo. No sul se fala tu, em minas ocê. Você vai me corrigir por isso? Eu sou mineira, uai.

              Tenho um pessimismo guardado aqui no peito, eu acho que a chatice piegas dominou as pessoas. Neste ponto, só o bom senso não resolve. Quem é chato, é mió deixa de lado.

                Corrija meu silêncio. Ou meu texto. Mas, você entendeu bem o recado, né?



Si Caetano - Indignada com o politicamente correto burro.





Postado quarta-feira, fevereiro 19, 2014 por Si Caetano

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18 fevereiro 2014





Quero senhor amor, que me despertes, 
sei que me quebras e me reconstrói
tudo espera de mim, tudo suporta , tudo crê
mesmo eu não sendo tudo isso,
mesmo eu sendo assim
apenas eu.
O que já é muito para mim.
Antes senhor amor,
eu nem queria ser.
Agora eu sei.
Agora eu ser,
Serena.

Postado terça-feira, fevereiro 18, 2014 por Si Caetano

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03 fevereiro 2014




Era uma tristeza invisível, mas palpável
quase se podia chutar, mas não. 
A única coisa que sabia poder
era a vontade de não estar.

No silêncio das palavras já ditas, pensamentos.
A coerência própria de achar saber as respostas. 
O desrespeito marcado repetidas vezes
em descuidos e desculpas erradas,
no momento certo.

Abriu de novo.
Sabe aquela cicatriz que estava ali?
Ela abriu. 
Foi só um esbarrãozinho, 
mas ninguém conseguia ver.

Invisível. 
Não se espera nada do invisível.
Nada se sabe, nada se pode fazer.
Apenas dói.
Apenas deixa.
Até esquecer a marca, o esbarrão
e a vontade de se curar. 
Era pra que?



Postado segunda-feira, fevereiro 03, 2014 por Si Caetano

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19 novembro 2013


    




      Eu já perdi a conta de quantas vezes usei a expressão "farinha do mesmo saco", principalmente para dizer sobre pessoas que em algum momento ou situação, tomaram atitudes que eu desaprovei, achei errado, julguei e sentenciei: "É tudo farinha do mesmo saco mesmo." Convicta da minha assertiva expressão, herdada pelo sangue familiar simplista, chegava a me sentir mais leve ao pronunciar, mas curiosa que sou, queria saber se a origem da expressão faz jus ao sentimento que eu e tantos outros mortais alfabetizados (ou semi) na língua portuguesa querem imprimir com a poderosa frase que, nos faz sentir de certa forma "vingados" pela farinha. 

  Descobri que a expressão "farinha do mesmo saco" tem origem da expressão "homines sunt ejusdem farinae" (são homens da mesma farinha, em latim) e ela era utilizada para generalizar um comportamento reprovável. A metáfora faz referência ao fato de que a farinha de boa qualidade deve ser posta em sacos separados, para não ser confundida com a de qualidade inferior. Assim, utilizar a expressão "farinha do mesmo saco" é insinuar que os bons andam com os bons, enquanto os maus preferem os maus. Ou seja, é dizer que a pessoa 'não presta' e quem está com ela ou sua origem familiar, também não. Mas eu me pergunto, será que o ser humano pode ser considerado um tipo de farinha, comercializável e com qualidades variáveis, de acordo com o gosto do freguês? Acho que pode sim. Já temos teorias para comprovar isso. Vamos gastar fosfato, mas nem tanto. Então, se pensarmos que, fomos feitos do pó da terra... bem justificável. Se separarmos as pessoas por categorias do tipo, boas e más, se pensarmos que a culpa do fracasso do homem é porque alguns são filhos de Deus e outros são filhos do diabo, se pensarmos que o meio em que a pessoa vive é o único fator responsável para formar o caráter desta pessoa. Se pensarmos que identidade pessoal é um documento com foto, e apenas isso. Se pensarmos que todos os homens não choram, que toda mulher gosta de Bárbie, e sonha em esquentar a barriga no fogão e esfriar no tanque, se pensarmos que, a mulher é a culpada por termos dores pré-menstruais devido a mancada da Eva. Bom, se pensarmos nesse nível de profundidade realmente, colocar a humanidade toda dentro de um saco de farinha, é razoável. 


    Expressões de impacto ( encaixo os palavrões nesta categoria) ajudam a aliviar a tensão de um momento, ajudam a prevenir o câncer, afinal câncer é mágoa retida, já dizem alguns pensadores de boteco por aí. Mas, algumas destas expressões trazem consigo uma carga imensa de questões históricas, tradicionais, maniqueístas, que podem nos impedir de alcançar um raciocínio mais profundo. Beira ao ridículo, a um tipo de "preconceito" que ultrapassa questões étnico-raciais e nos leva lá para os feudos da idade média, colocando questões de sobrenome familiar em pauta, assim como as tribos bairristas da pós-modernidade. 


     Eu já vi famílias inteiras serem dizimadas assim: "ta vendo, de fulano de tal não poderia esperar outra coisa, é tudo farinha do mesmo saco", tal como um certo galileu. Fim. Pode jogar o saco fora, não presta. Se assim fosse mesmo, todo alemão seria nazista, todo filho de político obrigatoriamente seria ladrão, todo cristão seria amável, todo budista seria legal, todo brasileiro craque de bola, e toda brasileira seria puta, porque é essa a generalização que nos cabe ao redor do mundo. Cabe aqui um infinito de comparações deste mesmo calão. Ou então, partindo para o óbvio mas, esquecido fator neste tipo de pensamento: todos somos iguais. Porque afinal, somos todos farinhas do mesmo saco. Então, somos todos iguais porque o ser humano vem de um saco só. Não daria então para mensurar quais os tipos de farinhas poderíamos ser. Algo em torno de 7 bilhões de sacos variados, oi? 

    Me lembro neste momento de outra expressão popular, a da bacia. Não jogue fora a água suja da bacia com o bebê dentro. A água está suja mas, o bebê não pode ser descartado como um bocado de água suja. Ele não. Ele tem características únicas, que nenhum bebê no mundo terá. Por exemplo, cada um de nós tem uma digital. Isso já deveria ser evidência suficiente para não nos permitir adotar a expressão em questão, como verdade universal. Somos parecidos, temos semelhanças, e hábitos próximos. Mas não podemos eliminar uma espécie inteira porque, alguém ou alguns não corresponderam nossas expectativas, ou porque existam pessoas cruéis, ou que não se enquadrem (ainda bem) no que eu acredito ser bom. 

    Um aviso: Psicopatas são predadores na nossa espécie, não o padrão geral. Nem todo cidadão é um político brasileiro. Mesmo que tenhamos um potencial grande para isso.

     Para deixar mais claro ainda, eu acho que sim, existem farinhas boas e farinhas ruins. Mas eu disse farinhas, farinhas de trigo. Em relação ao ser humano, acho que ele tem os dois dentro de si. Em alguns momentos seu lado bom pode ser despertado, em outros o seu lado ruim. Depende de quem o toca. E de como o toca. E de quem foi tocado. As vezes, ele apenas não é tocado e age por racionalidade ou irracionalidade. Mas, nada que um bolo de cenoura com calda de chocolate não resolva esse problema de farinha. 

      Deixe a raiva passar e experimenta. Você verá que até a farinha que você acha ruim, pode se transformar em algo bom, saboroso e alegre. Quem sabe, um bolo te toca? Aceita um pedaço?


Postado terça-feira, novembro 19, 2013 por Si Caetano

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11 novembro 2013




De repente uma conversa surge em meio ao sono. Dentro de um quarto escuro, em uma casa comum da cidade, um homem de lata recebe uma visita inesperada, e um diálogo desabrocha de ambos olhares que se focaram, ali no meio do tempo: 


Homem de lata : Sabe querido, estive pensando e cheguei a conclusão que preciso daquela água  que você prometeu dar aquela mulher na beira do poço, não quero mais sentir sede sabendo que você pode me saciar.  Preciso dela para limpar meu coração também, acho que tem muita sujeira cá dentro, algumas coisas  congelaram  por falta de uso e como o tempo é de frio, não encontrei outro lugar para me esquentar.

Está tão frio lá fora, que foi inevitável esfriar aqui dentro também. Infelizmente eu permiti o inverno entrar pela janela (deixei ela aberta por muito tempo). Eu sei também que dentro do meu coração só você sabe pisar, então queria te pedir outro favor, será que seria demais pedir para aquecê-lo também? Porque eu sei que na hora que você aquecer meu coração muita coisa vai voltar a funcionar.
Parece que a caixa d'água estragou, não sai mais água. Não escorre pelos olhos. Só ouço estralos. 

O jardineiro: Meu querido amigo, sabes o que estás a me pedir? Suponho que saiba que a partir de então começará a sangrar porque vou aquecer seu coração, mas sugiro que espere mudar a estação. O inverno também tem sua função. Espere que o verão já vem. Não posso mudar as estações apenas para curar você. Mas, posso te ensinar a se aquecer.
Está  disposto a doer novamente, perceber  dores, se comover com o amor, se deixar afetar? Eu acompanhei você por todos os caminhos que te trouxeram até aqui, e estou feliz que mesmo assim você ainda queira  sangrar.

Corajoso, hein?

Homem de lata: Sim, quero. Quero sangrar novamente, quero que me aqueça, quero que amoleça meu frio coração, estou cansado de não ver as lágrimas rolarem, estou cansado de ver tudo acontecer  sem ao menos ter outra reação. Estou me sentindo um homem de lata, daquele desenho, sabe?

O Jardineiro: Tava com saudades das nossas conversas, você ficou muito tempo sem me falar com palavras. Te entendo, homem de lata, eu entendo você.
Homem de lata: Nosso amor realmente é forte, ultrapassou os limites da vida, da lógica, da razão e da morte. Veja só querido eu praticamente morto e sem vida ainda sim chamei por você e você me ouviu.   
Me dê vida também?  Quero viver  !

O Jardineiro: Minha vida é sua, não entendeu ainda, que meu amor em você e por você é mais forte? Jamais estive longe, estava ao seu lado, mas não podias me perceber. 

O homem acordou assustado em sua cama, e percebeu que embora não fosse aquele ser do seu sonho, se identificou muito a ponto de pensar que era mesmo um androide.
Uma lágrima então escorre dos seus olhos, e com sorriso entendeu que seu pedido foi realizado. Seu coração foi levemente aquecido,  o resto era questão de tempo. Acordou pensando no sonho que teve, de tão real, sentiu calor. A partir de então, tudo passaria a ser diferente por causa daquele breve, eterno momento.
Se deu conta que, era impossível ter aquele sonho, de forma tão precisa.

Mas sonhou. E agradeceu. 
Aquele ser nunca mais foi o mesmo. 
Ele passou a ser humano.


Adaptado do Conversa de Inverno.

Postado segunda-feira, novembro 11, 2013 por Si Caetano

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